Comitê orçamentário do Bundestag exige relatórios trimestrais e aviso imediato de novos custos antes de liberar €6,3 bilhões para os primeiros quatro navios.
Cada fragata MEKO A-200 DEU vai custar à Alemanha cerca de €1,57 bilhão. O valor é 70% maior do que a TKMS estimava no início do projeto.
Mesmo assim, o Comitê de Orçamento do Bundestag aprovou a compra. Só que colocou a fabricante sob vigilância bem mais apertada do que o normal.

O que a Alemanha aprovou
O comitê liberou a compra de quatro fragatas MEKO A-200 DEU da TKMS por €6,3 bilhões, com opção de encomendar mais quatro no futuro. A decisão abre caminho para a assinatura do contrato definitivo. É o maior contrato de navios de superfície da história da empresa.
A primeira unidade chega à Marinha Alemã em 2029. As outras três seguem em sequência, ainda sem data oficial.
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Por que o preço subiu 70%
O valor por fragata passou de estimativa inicial para cerca de €1,57 bilhão. O motivo? O cálculo original previa oito navios, não quatro e menos unidades dividem os custos fixos entre menos embarcações.
O detalhe que a maioria das coberturas ignora é justamente esse: a conta nunca foi feita para quatro navios. Ela foi recalculada às pressas quando o pedido encolheu pela metade.
| Item | Valor original | Valor aprovado |
|---|---|---|
| Preço por fragata | ~€920 milhões | ~€1,57 bilhão |
| Total (4 unidades) | Base para 8 navios | €6,3 bilhões |
As condições impostas pelo Bundestag
O Ministério da Defesa alemão precisa avisar o comitê imediatamente sobre qualquer novo aumento de custo ou atraso na entrega. Além disso, terá que enviar relatórios trimestrais sobre o andamento do projeto.
Na prática, esse tipo de exigência é incomum em contratos militares alemães. Ela sinaliza desconfiança do Bundestag com o histórico de atrasos do setor naval, inclusive do próprio programa que a MEKO A-200 DEU veio substituir.
- Aviso imediato de custos: qualquer novo aumento precisa ser comunicado ao comitê assim que surgir.
- Relatório trimestral obrigatório: o ministério presta contas do progresso a cada três meses.
- Gastos extras sob consulta: novas despesas só saem com aval prévio do Parlamento.
A MEKO A-200 DEU tem como foco reforçar a guerra antissubmarino da Marinha Alemã. O projeto naval já equipa outros países, como Austrália, Grécia e Portugal.
A Alemanha entendeu que atrasar mais um programa naval custaria mais caro do que aceitar o reajuste. Por isso, mesmo com o preço 70% acima, o Bundestag preferiu seguir em frente, só que de olho curto no orçamento.












