O Centauro II BR chega ao Exército com canhão de 120 mm e configuração 8×8, mas o ponto central agora é outro: começa uma etapa de experimentação que definirá seu emprego pela Cavalaria.
O novo lote permitirá avaliar a viatura dentro da doutrina brasileira e transformar suas capacidades técnicas em procedimentos de campo.

O que o contrato do Centauro II BR prevê
O contrato envolve o Lote de Experimentação Doutrinária (LED) do Centauro II BR, dentro do Programa Estratégico Forças Blindadas, com participação do CIO, Consórcio Iveco-Oto Melara. A cerimônia está prevista para 31 de agosto de 2026, no Quartel-General do Exército, em Brasília.
Quem assina o acordo
O CIO reúne a Iveco Defence Vehicles e a Leonardo. O lote inicial terá sete viaturas, dentro do programa de aquisição do blindado para a Força Terrestre. As primeiras entregas estão previstas para o início de 2028.
A cerimônia está marcada para 31 de agosto, às 14h, no Salão de Honra do Comando Logístico, no Quartel-General do Exército.
O que o Centauro II BR leva para a Cavalaria
O Centauro II BR é uma Viatura Blindada de Combate de Cavalaria sobre rodas 8×8 equipada com canhão de 120 mm. A combinação reúne mobilidade, proteção e poder de fogo em uma plataforma voltada às tropas mecanizadas.
O armamento permite disparar em movimento porque o canhão conta com estabilização. A configuração amplia o poder de fogo disponível para a Cavalaria.
Na Operação Punhos de Aço 2025, o Exército avaliou sensores térmicos e noturnos, comando e controle em rede, mobilidade e proteção superior em relação ao EE-9 Cascavel.
Por que o lote de experimentação importa
O Lote de Experimentação Doutrinária permite testar o Centauro II BR dentro da realidade operacional brasileira antes da consolidação de sua forma de emprego. Esse processo envolve avaliar capacidades e ajustar doutrina, treinamento e procedimentos das unidades.
O papel no Programa Estratégico Forças Blindadas
O ganho mais difícil de medir está na adaptação da tropa. A experiência de 2025 já mostrou que sensores e consciência situacional podem alterar a maneira de observar e engajar ameaças.
O acordo prevê transferência tecnológica, produção nacional e nacionalização de componentes, aproximando o programa da Base Industrial de Defesa brasileira.












